quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma.
Você pode voltar e nada ser como antes.
Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém.
Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de algum momento importante na sua vida: formatura, casamento, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido, mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples:
Da sua mãe te chamando pra acordar,
Do seu pai te levando pela mão,
Dos desenhos animados com seu irmão,
Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural
Do cheiro que você sentia naquele abraço,
Da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver,
E como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura.

(martha medeiros)

quarta-feira, 20 de maio de 2009


Ha um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares..
é o tempo da travessia..
e se nao ousarmos faze-la, teremos ficado, para sempre, às margem de nós mesmos..

[Fernando Pessoa]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Especial pras mamis

*honestamente roubado de http://www.quemconta-umconto.blogspot.com/

Tudo o que eu precisava saber na vida, aprendi com a minha mãe:

Minha mãe me ensinou dar valor a um sorriso:
‘Me responde de novo e eu te quebro os dentes!’

Minha mãe me ensinou sobre retidão:
‘Eu te conserto, menino, nem que seja na pancada!’

Minha mãe me ensinou a valorizar o trabalho dos outros:
‘Se você e seu irmão querem se matar, vão lá pra fora. Acabei de limpar a casa!’

Minha mãe me ensinou sobre lógica e hierarquia:
‘Porque eu digo que é assim e ponto final! Quem é que manda aqui?’

Minha mãe me ensinou o que é motivação:
‘Continua chorando, que eu vou te dar uma razão de verdade pra você chorar!’

Me ensinou sobre contradição:
‘Fecha a boca e come!’

Minha mãe me ensinou sobre antecipação:
‘Espera só até seu pai chegar em casa!’

Minha mãe me ensinou sobre paciência:
‘Calma!.. Quando a gente chegar em casa, você vai ver só.’

Minha mãe me ensinou a enfrentar os desafios:
‘Olha para mim! Me responde quando eu te fizer uma pergunta!’

Minha mãe me ensinou sobre raciocínio lógico:
‘Se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!’

Minha mãe me ensinou sobre medicina:
‘Pára de ficar vesgo, menino! Pode bater um vento e você vai ficar assim para sempre.’

Minha mãe me ensinou sobre o reino animal:
‘Se você não comer essas verduras, os bichos da sua barriga vão comer você!’

Minha mãe me ensinou sobre genética:
‘Você é igualzinho ao traste do seu pai!’

Minha mãe me ensinou sobre minhas raízes:
‘Tá pensando que nasceu em família rica, é?’

Minha mãe me ensinou sobre justiça:
‘Um dia você vai ter os seus filhos, e eu espero eles façam com você o mesmo que você faz comigo, aí você vai ver o que é bom!’

Minha mãe me ensinou sobre religião:
‘É bom você rezar para essa mancha sair do tapete!’

Minha mãe me ensinou o beijo de esquimó:
‘Se rabiscar aí de novo, eu esfrego o seu nariz na parede!’

Minha mãe me ensinou sobre contorcionismo:
‘Olha só essa orelha! Que nojo!’

Minha mãe me ensinou sobre determinação:
‘Vai ficar aí sentado aí até comer essa comida todinha!’

Minha mãe me ensinou a habilidade de ventríloquo:
‘Não resmunga, não! Cala essa boca e me diz por que é que você fez isso?’

Minha mãe me ensinou a escutar:
‘Se você não abaixar o volume, eu vou aí e quebro esse rádio!’

Minha mãe me ensinou a ter gosto pelos estudos:
‘Se eu for aí e você não tiver terminado essa lição, você já sabe!’

Minha mãe me ajudou na coordenação motora:
‘Junta agora esses brinquedos!! Pega UM por UM!!’

Minha mãe me ensinou matemática:
‘Vou contar até três. Se esse vaso não aparecer, você leva uma surra!’

Minha mãe me ensinou sobre a sabedoria dos mais velhos:
‘Quando tiver a minha idade, você vai entender.’

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cedo demais...
"É tão estranho...os bons morrem jovens. Assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais". Acho que hoje nada pode dizer mais do que isso. Cedo demais, baby...cedo demais. Não foi esse o combinado. Você quebrou o trato.
Faltou a faculdade, faltou mais um encontro, faltou mais uma piada sobre as diferenças entre nosso salário, faltou mais um abraço apertado. Faltou abril. Você me deve uma coca e uma ida ao pé da serra. Faltou...mesmo com tta coisa, eu sei que faltou...
Hoje nada faz sentido. Parece um pesadelo, mas que logo vai acabar. Hoje minhas preocupações e medos ficaram pra depois. Foram substituídos pelo medo de nunca mais ouvir o "eae priiiiima". Hoje eu só queria um sorriso; uma piscadela sobre coisas que só a gente entende; eu queria voltar no tempo e te obrigar a ficar mais; eu queria comemorar meu aniversário com seis meses de atraso só pra fazer festa ctgo.
De repente o tempo parou. Eu não sabia que seria a despedida. Eu não queria que fosse. Eu sei que o tempo pode apagar seus traços e é provável que na minha memória fique apenas as lembranças da época de criança; mas seu lugar, querido, esse é só seu. Ninguém vai ocupá-lo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sobre o perdão

Eu sempre pensei que eu soubesse perdoar e pedir perdão. Na verdade, na minha infinita humildade eu sempre pensei que eu conseguia perdoar e pedir perdão com uma facilidade sobrenatural, um dom de poucos...sabe como é, né?
Mas aí, de repente, eu percebo que isso tudo é uma fachada pra esconder meu orgulho e ansiedade, que me impedem de reconhecer que eu errei, que eu realmente machuquei alguém, que eu pisei muito feio na bola e que não há outra alternativa se não a de colocar o rabinho entre as pernas, reconhecer isso tudo e dizer as palavras mais simples, mas que eu descobri que são também umas das mais poderosas.
É fácil entender: Deus, um ser perfeito, nos ama e perdoa dia após dia...não é bem lógico que nós, que somos seus filhos, que nos dizemos seguidores de Jesus, façamos o mesmo? Se Ele, que não tem um erro sequer, nos vê errar e depois correr de volta pedindo perdão por uma coisa que até nós mesmos já estamos cansados de repetir, não é lógico que nós devemos perdoar e pedir perdão, exatamente como Jesus nos ensinou? (MT 18:21-35). Ou, por acaso, o seu erro é menos errado que o do outro? O seu erro não machuca tanto quanto o erro do outro?
Eu, com qualquer mortal NORMAL, queria que tudo fosse mais simples. Eu queria não ter que experimentar meu coração chegar à boca, meu rosto queimar e minha voz tremer. Eu queria que fosse necessário que eu pedisse perdão só a Deus, sem que eu precisasse procurar as pessoas que eu já machuquei. Mas aí eu entendi. Depois de implorar por coragem e conseguir fazer o que eu precisava, eu entendi.
Entendi que talvez a pessoa nem se lembre, mas vai ficar feliz em saber que você se lembrou e se preocupou em pedir perdão. Ou o mais provável: ela se lembra de cada detalhe. E nesse caso pode até ser que no momento, não; mas acredito que depois ela vai ficar feliz em saber que finalmente, depois de tanto tempo, depois de tanta coisa, você finalmente entendeu que errou. E entendeu que precisava pedir perdão.
Eu tenho pedido pra Deus me moldar. Meu caráter, minhas prioridades, meus defeitos e manias. E tem doído tanto. E eu fico pensando: imagina se Deus fizesse um intensivão. Quisesse transformar tudo rapidinho. Sinceramente, eu não acredito que suportaria. Porque Ele vai mexendo nas feridas mais antigas, naquelas que pareciam ter cicatrizado, mas que por dentro estavam ali, bem vivas. E nem tem anestesia, hein? E isso me lembra de como eu realmente estou e quem eu realmente sou.
Porque Ele começa a trabalhar e eu tenho vontade de desistir de tudo, pegar um atalho e, de novo, fazer de conta que as coisas já estão resolvidas. Mas se fosse assim, hoje, eu não sentiria isso. Hoje eu não reconheceria a importância do pedido de perdão, e do arrependimento verdadeiro. E, embora a lista ainda seja muito longa e eu tenha certeza que não vai ser nada fácil resolver tudo, agora eu sei que eu não trocaria a certeza de ter sido perdoada, a alegria de saber que não estou mais presa a isso, por um atalho e uma ilusão de que não devo mais nada.
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”. MT 6:14-15