sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ser, ter e parecer
Cá estou meus queridos, de volta ao blog [depois de algumas ameaças de morte resolvi me render].
Já faz algum tempo que venho escutando a seguinte pergunta: porque amamos as coisas e usamos as pessoas? Deixemos de lado as filosofias baratas e idéias compradas para discutir sobre o tema em questão.
A frase até que tem efeito e tal, mas vamos olhar além. Será mesmo que estamos na era do “ter”. Porque assim...o que eu vejo é que a galera se mata de trabalhar, estudar, sonham demais, querem realizar, mas raramente é pra “ter” alguma coisa. Dificilmente conseguem. O negócio é parecer. Já que não se pode “ser” nem “ter”, vamos parecer. É aquela velha historinha de comprar uma coisa que você não quer, com o dinheiro que você não tem, pra mostrar pra uma pessoa que você não gosta uma coisa que você não é. Sacou?
Minha gente, já deu! O mundo já é cruel demais; a vida, dura demais; os desejos, inalcançáveis demais. Pra que piorar algo que já está ruim? Sem essa de parecer o que não é pra agradar, pra ser aceito. Assuma-se já! [opa! Sem essa de sair do armário. Sobre isso conversamos nos próximos capítulos].
Máscaras ao chão, identidades assumidas!
Pelo fim do parecer!
Pelo fim da obsessão por ter!
Pela felicidade de gregos e goianos!
\o/
[sabe quando você sente que o texto precisa de um final? É tipo isso! depois a gente conversa]